Janela
Pular janelas é trilhar novos caminhos, mesmo que mais difíceis, e não voltar por aqueles mesmos atalhos

Pular janelas é insistir na dor. Mas também abraçar o coração ferido. Pular janelas é uma batalha perdida e uma vontade enorme de recomeçar. Pular janelas é tornar a luta mais dolorida. E também mais plausível.

Pular janelas é viver a vida. E saber que ela tem que ser vivida. Pular janelas é não desistir, mesmo depois de um dia difícil. Pular janelas é acreditar que haverá amanhã. Mesmo que o hoje tenha sido sofrido.

Pular janelas é acreditar em mudanças. Recomeços. É não se importar com obstáculos. Pular janelas é ter medo. Mas pular assim mesmo. Pular janelas é o receio de não ser correspondido e mesmo assim bater de cara na porta fechada. Pular janelas é se livrar de palavras desnecessárias para se agarrar às atitudes.

Pular janelas é, sobretudo, uma maneira de trilhar novos caminhos, mesmo que mais difíceis. E escolher não voltar por aqueles mesmos atalhos. Construir relacionamentos. Mesmo que você tenha que pular várias janelas. É insistir no amor.

E quem abre portas ou deixa que pulem as janelas acredita no próximo. Abre o coração. Recebe com gratidão. Deixa a tristeza ir embora e a alegria tomar conta. Faz uma faxina geral. Colore os quartos, enfeita toda a casa. Põe flores na sala. Inaugura aquela nova roupa de cama. Troca os tapetes. Prepara o lar e então se arruma para receber a visita.

Quem recebe deixou que forçassem portas, pulassem janelas, quebrassem barreiras. Para aquele de fora deixar de ser visita e ser de casa. Quem recebe só não quer uma coisa. Que abramos portas para depois voltar correndo e pular as janelas.

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