Categoria: textos

Ninguém muda ninguém

Você não precisa mudar ninguém e nem esperar desesperadamente que te amem (Foto: Pixabay)

Texto originalmente publicado no Portal NE10

Esta não é uma história feliz, porém extremamente necessária. Para entendermos que muitas trilhas, apesar de infrutíferas, podem trazer alguns resultados. Conheça Maria, uma menina comum: qualidades diversas, inúmeros defeitos, uma cabeça cheia de sonhos e um coração preenchido com muitos desejos. Todo dia, Maria faz tudo sempre igual: trabalha, paga contas, pratica algum exercício, cultiva amizades e fortalece os laços. Maria acredita num mundo melhor com pessoas melhores… só não contava com um obstáculo.

Se atente aos fatos: eis que Maria conhece João. Outro menino comum: qualidades diversas, uma cabeça cheia de sonhos e um coração preenchido com muitos desejos. Maria simplesmente se encantou com João. Sociável, inteligente, ambicioso, bom amigo e companheiro, esforçado e engraçado. Parece que o problema de João era um só: ele tinha muitos defeitos. No começo, tudo bem. Maria não precisava lidar diariamente com as fraquezas de João. De fora, todo mundo é perfeito.

Até que Maria chegou mais perto. João nem sempre era sociável – e muito menos engraçado. Ao menos com os mais íntimos. De vez em quando uns rompantes, umas mudanças bruscas de temperamento, umas explosões desnecessárias. Tudo bem, é aceitável. Até que piorou: João nem sempre era um bom amigo. A prestatividade de sempre, observou Maria, já não era rotineira. João nem sempre estava ali quando era preciso estar perto. Passou a ser desatento e desinteressado. Tudo bem, pensava Maria, é o estresse.

Mesmo assim, as qualidades de João falaram alto. E eles passaram a se aproximar cada vez mais. Mesmo com todas as desavenças. Isso mesmo, Maria fechava os olhos para os erros de João. Sempre encontrava uma desculpa para aceitar grande parte das falhas. É a convivência, pensava Maria. Essa danada… desgasta demais as relações. Por mais que Maria tentasse mostrar o quão interessante era para João, ele nunca queria mais. Não estou preparado, ele dizia. Não é você, ele acrescentava. Sou eu, ele fazia questão de reforçar.

Já meio receosa e muito desconfiada, Maria decidiu chegar mais perto. Custava nada. Até que João passou a ser tudo o que ela não aceitava. Quando Maria reclamava, a culpa era das expectativas. Essa peste… que inventa relações e maquia sentimentos. Era difícil demais dizer adeus a João. É que ela não conseguia abrir mão daquela relação: porque ia doer demais. E, por mais que pedisse inúmeras respostas ao universo, Maria não conseguia escutar o seu coração.

Quando Maria já estava com os dois pés dentro, mais perto impossível, descobriu que não adiantava João ter inúmeras qualidades que lhe agradavam se os seus defeitos estavam sempre em primeiro plano. Maria tentou uma, duas, três vezes. João esnobou da primeira, reclamou na segunda e ignorou na terceira. Talvez João não fosse uma pessoa ruim, só não era uma pessoa boa para Maria. O fato é que Maria, que sempre quis ajudar o outro a ser alguém melhor, terminou sem socorrer quem mais precisava: ela mesma.

Sabe a Maria lá do começo? Continua com qualidades diversas e inúmeros defeitos. Mas lembra da Maria cheia de sonhos? Parece que ela está tentando ser um pouco mais pé no chão. Lembra do coração preenchido de desejos? Anda um pouco mais reservado. Blindou alguns sentimentos depois que sacou qual era o grande obstáculo: ela acreditava na mudança de uns pelos outros. Confiava que o melhor de nós inspira o que há de mais bonito no próximo.

Parece que Maria entendeu que…

… nem tudo que se encaixa faz bem. Dizem até que a forçaram a cortar os relacionamentos destrutivos. Ensinaram àquela menina com o coração preenchido de sentimentos que ninguém muda ninguém. E Maria passou a aceitar que merecia ser amada por alguém que realmente quisesse amá-la, não alguém que ela esperava desesperadamente que a amasse.

Então ela percebeu que cada um, com seus defeitos e virtudes, tem o dever de realizar suas próprias mudanças. E o fato de não conseguirmos fazer com que os outros sejam mais legais conosco não nos faz menos bacanas. Maria pode ser eu, mas pode ser você também: uma pessoa comum mas muito, muito especial. 😉

Os 10 tipos de pessoas que você deve evitar

Imagem ilustrativa de sapo em bicicleta de costas (Foto ilustrativa: Pixabay)
Para evitar algumas pessoas, o melhor é fazer as malas e partir (Foto: Pixabay)

Texto originalmente publicado no Portal NE10

Viver em comunidade é saber administrar as tretas. Com o pai, a mãe, o amigo, o vizinho e o chefe. Vale reforçar: os tempos não estão fáceis. As pessoas é que aprendem – na marra ou não – a resolverem seus dilemas com sabedoria. Quem manja da serenidade e plenitude que é aguentar as confusões aprendeu finalmente a pular as fogueiras sem sair chamuscado.

Ao longo desses anos, aprendi que evitar algumas situações e pessoas que nada nos acrescentam é o melhor a fazer se o que buscamos é sanidade mental. Fazer a egípcia, sair à francesa. Seja lá qual for a expressão, correr de gente que nos faz mal é essencial. Pensar um pouco mais em nós e não apenas nos outros. Faz um bem danado viu? Vem conferir os 10 tipos de pessoas que você deve evitar:

1. Egocêntricos

Vale lembrar que a lista não foi feita por ordem de maior chatice, mas, vem cá, gente egocêntrica é um pé no saco, né? É aquele tipo de pessoa que só sabe falar da vida dela. Num restaurante, por exemplo, precisa sempre ser o centro das atenções. Não deixa nem que o outro termine a frase. Há uma necessidade de falar sempre de si. Se você não tem a oportunidade de falar um pouco de você, do que adianta ser apenas ouvidos atentos para o outro?

2. Carentes

Há uma linha tênue que separa os grudentos, dos carentes e daqueles que gostam de carinho – tanto de dar, como de receber. Gente que demanda demais de carinho excessivo, que não respeita o espaço do próximo e que não consegue aceitar de maneira alguma que os outros têm sua própria maneira de expressar o afeto precisam levar um toque. Ou não. Vai saber…

3. Pessimistas

Não é frase de caminhão, mas bem que poderia ser: evite pessoas negativas. Elas sempre têm um problema para cada solução. Os pessimistas adoram melar todos os planos. Se você aparece com dez desfechos bacanas, eles têm onze obstáculos maiores. De energia negativa já basta os problemas do mundo, para que andar com gente que só consegue enxergar o mundo em preto e branco?

4. Quem te faz engolir sapos

É tão difícil explicar essa categoria que não tem nem um adjetivo específico. Mas vamos desenhar: se afaste de pessoas que te fazem engolir sapos diariamente. Nós não somos obrigados a deixar nada engasgado na garganta por ninguém. Esse tipo de pessoa geralmente diminui os próximos por insegurança, baixa autoestima e arrogância. Para que se manter por perto de gente assim?

5. Desprendidos

Se por um lado temos os carentes, do outro temos os desprendidos demais. Pense numa agonia. São aqueles que “não estão nem aí”. Autossuficientes, egoístas, desinteressados no próximo e mal resolvidos. Vou te dizer, são eles que andam espalhando por aí a falsa ideia do desapego. Preferem manter a aparência ‘cool’, demoram a responder mensagem, amam joguinhos doentios e por aí vai. Vixe, piores pessoas! Corre enquanto é tempo.

6. Vampiros

Mais conhecidos como vampiros, os sugadores de energia são difíceis de identificar. Mas se você prestar atenção direitinho, eles estão por todo lugar (e de dia também, viu?!). Uma mistura de várias categorias, é difícil segurar essa galera. Eles vivem reclamando de tudo, acabam com a festa do outro com comentários dispensáveis e arranjam tretas quase sempre desnecessárias.

7. Misteriosos

Claro que, ao iniciar novas relações, não precisamos entrar com tudo. Com o tempo, trocamos as informações necessárias para que o relacionamento floresça. Mas algumas pessoas têm o poder de confundir os outros com atitudes que não revelam nada sobre sua essência. É o famoso: “Você não sabe qual é a da pessoa”. Não sabe se confia, se desconfia, se deixa se entregar, se vai ou se fica. Não, obrigada. Passo.

8. Aqueles que desconhecem a empatia

Essa categoria é uma das piores, sem dúvida. Num mundo cheio de maldade, como aguentar alguém que não se solidariza com os problemas dos outros? Como querer estar por perto de alguém que não sabe o que é se colocar no lugar do outro? Deveria ser muito simples, um exercício de humanidade inerente ao indivíduo. Costumo pensar que deveríamos nascer ’empáticos’, mas parece que tem gente jogando fora essa qualidade…

9. Explosivos

Ter que pisar em ovos com pessoas explosivas é desgastante. As relações não devem ser baseadas no medo. Ficar receoso com possíveis explosões de pessoas temperamentais é se anular. Com o tempo, passamos a gastar nosso tempo com essas pessoas não por admiração e sim por obrigação. Não vale a pena (nem o risco)!

10. Manipuladores

Por último, mas não menos insuportáveis: os manipuladores. Se pararmos para pensar nos inúmeros recursos que os manipuladores usam para nos convencer de coisas que não fazem bem para nós – apenas para eles – precisariamos de uma outra lista. Se você considera que não tem a força suficiente para driblar as armadilhas dessas pessoas, o melhor é fazer suas malas e partir. Em busca de sua paz, você merece muito mais que isso.

Melhor ser quente ou frio, morno jamais

Ser intenso é prejuízo, dizem por aí. Não é descolado, nem muito menos atraente e causa até gastrite (Foto ilustrativa: Pixabay)

Texto originalmente publicado no Portal NE10

‘Sabe qual é o seu problema? Não me leve a mal. É que você é intensa demais’, escutei um dia desses. Talvez seja esse o problema de tantas pessoas, admito. Não saber o que é o meio termo para tantos dilemas na vida. Se entregar por inteiro ou não se abrir de forma alguma. Não querer nada de pouco, sempre de muito. E quando não quer, não quer de jeito nenhum. Sentir a alegria que quase beira a euforia e amargar o fundo do poço dos mais profundos. Não ter opinião formada sobre tudo ou defender ao extremo seus princípios. Mas nunca ficar em cima do muro.

Talvez seja essa a mancada de muita gente, pensei. Não saber ser pequeno. Querer ser grande, sempre muito maior. Aquele tipo de pessoa que é sim ou não: nunca talvez. Gente que odeia conversas triviais que não passam de cumprimentos desinteressados. Gente que gosta de textão, um papo mais interessante, arraigado mesmo. Que bate bem lá no íntimo. Que só sabe chorar de muito ou não consegue derramar uma lágrima que seja. Ah! pensei naquela hora, talvez seja esse o inconveniente de muita gente: se importar demais.

Apesar do impacto inicial com a crítica, lembrei de momentos anteriores que já haviam me ‘diagnosticado’ com esse infortúnio. Como se os intensos demais fossem afrontas à uma sociedade milimetricamente ajustada. Colocados num cantinho qualquer, totalmente excluídos, pagando o castigo por serem too much para um mundinho bom demais para ser descontrolado.

Ser intenso é prejuízo, dizem por aí. Não é descolado, nem muito menos atraente. Faz mal, causa até gastrite, acredita? É melhor ser desapegado do que estar sempre por perto. O elegante é guardar tudo que se tem para dizer, pecar pela falta do que investir no excesso. Menos é mais.

Não há como não se sentir estranho no ninho…

… alguns decidem reprimir os sentimentos, outros optam por subir no muro de vez. Com a maturidade, outros aprendem a medir a dose e tentam não transbordar o copo, num malabarismo eterno em busca do equilíbrio. Muitos inclusive entendem a danada da fórmula perfeita para controlar os impulsos e compreendem que ser intenso não necessariamente é um defeito, afinal… Melhor ser quente ou frio, morno jamais! 🙂

Pessoas que abraçam nossa alma

Imagem de gatos se abraçando (Foto ilustrativa: Free Images)
Alguns momentos nos obrigam a olhar para o lado e entender a importância de não se sentir só (Foto: Free Images)

Texto originalmente publicado em coluna do Portal NE10

Definitivamente, a vida é feita de encontros. Alguns doces, outros amargos, outros bem insossos. Uns que demoram e outros muito breves. Ultimamente venho questionando duramente a razão pela qual tantas pessoas entram e saem das nossas vidas. Muitas vezes sem aviso e tantas outras sem despedidas. Na maioria do tempo, os encontros vão se sucedendo, como esbarrões ao acaso, sem que a gente tenha noção de como alguns presentes têm um motivo especial para aparecer em nossa caminhada.

Eu nunca tinha questionado a fundo o poder que algumas pessoas exercem em nossas trilhas. Como no automático, vamos seguindo nosso caminho sem nos preocupar em quem ocupa o lugar do passageiro ou escolhe ir na garupa. Seguimos, porque é urgente e necessário. Tantas vezes sozinho, muitas vezes acompanhado. Apenas seguimos. Porque é obrigatório.

Até que alguns acidentes na rotina nos obriga a entender o quão essencial é olhar para o lado. Pedir ajuda, estender a mão. Deixar que enxuguem as nossas lágrimas. Nos sentir amparados é a expressão. Deixar que nos embale, nos conforte. Vá lá que seja por alguns minutos ou por várias horas. Por dias, não importa. Não se sentir só é o termo correto.

Eu também nunca tinha pensado como reservar um momento do nosso dia para alguém que esteja precisando dele pode lançar um raio de luz na escuridão de quem enfrenta batalhas internas. Não necessariamente estar por perto, mas estar presente. Até porque pedir ajuda não é sinal de fracasso. Ignorar o pedido, no entanto, é sinal de que algo está muito errado na humanidade.

Se puder fazer valer os encontros…

… tire um tempo para ligar para um amigo. Colocar o papo em dia. Esquecer as desavenças e desfazer os nós. Vai lá, ele pode estar precisando de você neste exato momento. Se puder fazer valer os encontros, faça uma visita ao seu pai, sua mãe ou seu filho. Deixa para depois as intrigas e as cobranças. Eles podem estar na pior, só esperando alguém que os coloque para cima.

Se puder fazer valer os encontros, escute os problemas dos outros. Tenha paciência com as queixas alheias e faça uma boa ação por dia para alguém que você ama. Tem pressa não, mas também não deixe passar da hora. Se puder fazer valer os encontros, tente entender aqueles que estão sempre por você e não esqueça nem por um minuto: quem vai sozinho pode até chegar mais rápido, mas quem segue acompanhado com certeza percorre distâncias maiores.

Venho passando os dias entendendo, a duras penas, que alguns encontros não fazem sentido. Como peças de um quebra cabeça que não encaixam, é melhor deixar que eles sigam no próximo trem. Alguns encontros, no entanto, valem todo o esforço. Posso dizer o por quê? É como se essas pessoas tivessem o poder de abraçar nossa alma.

É urgente amar, mas é necessário falar sobre o amor também

Teimamos em achar que aqueles que amamos já sabem da grandeza de nossos sentimentos. Custa nada reforçar (Foto: Pixabay)

Texto originalmente publicado em coluna do Portal NE10

Lá estava eu, passando o feed de notícias, quando me deparo com uma publicação de uma grande amiga. O texto dizia que devíamos parar de falar sobre o amor. Qualquer um poderia falar sobre o amor. Mas o que realmente importava era o que fazíamos para aqueles que amávamos. Era a única coisa que contava. Fiquei chocada. Não poderia discordar mais ferrenhamente.

Aceito que cada um tem seu jeito de amar, de demonstrar carinho e preocupação. Acato qualquer que seja as manifestações afetivas: dos gestos mais simples do dia a dia até aqueles que nos salvam de grandes tempestades. Um abraço, uma ligação no meio da noite, um presente, quem sabe até um aperto de mão. Isso é amor, não duvido. Mas acho também que não é a única coisa que conta. Conta muito, mas não fecha a conta.

Nesta rotina que tantas e tantas vezes nos sufoca, acabamos por asfixiar as palavras mais bonitas que temos para dizer ao próximo. Teimamos em achar que aqueles que amamos já sabem da grandeza de nossos sentimentos por eles. E eles sabem. Mas custa muito reforçar?

Compreendo que o amor se expressa muito mais nas nossas ações do que em palavras que se esvaziam de sentido muito rápido. Não vou mentir: sei que é muito melhor estar presente de fato do que apenas saber escrever um texto bonito. Ter alguém do seu lado, em dias bonitos ou nublados, é essencial. Nos faz sentir mais fortes e prontos para enfrentar qualquer guerra, mesmo que algumas batalhas precisem ser enfrentadas sozinhos.

Mas não vou mentir também: ter a certeza que somos amados é bom demais. Funciona mais ou menos assim: quando recebemos um abraço seguido de um eu te amo. Ou aquele recado especial em um dia que de importante nada tem. Funciona principalmente quando, nos momentos em que mais precisamos, aqueles que amamos nos dizem com todas as letras: eu estou aqui. E realmente estão, sem que para isso precisemos sempre pedir ajuda.

Venho tentando entender o porquê de reservamos nossos mais lindos discursos apenas para as datas comemorativas. O medo de nos sentir bobos e piegas nos afugenta de tal forma que não sabemos agir quando somos obrigados a demonstrar verbalmente nosso afeto em dias comuns.

Lembro que, em um curso de meditação, nos mandaram ligar (ou enviar uma mensagem) para três pessoas que considerávamos essenciais em nossa vida. Precisávamos dizer, com todas as palavras, o quão importantes elas eram para nós. Ao ligar para uma amiga – a mesma do início do texto – eu só consegui dizer: estou te ligando para dizer que você é muito importante para mim. Ela não entendeu bem: é o que, amiga? Não consegui terminar a frase, só fazia chorar. De vergonha, por nunca ter dito isso antes. De felicidade, por ter a oportunidade de dividir minha vida com ela. E de gratidão, por saber que ela estaria sempre ao meu lado. Choramos juntas na ligação.

Repeti esse curso uma outra vez. Nesse momento específico, aproveitei e liguei para minha irmã. A minha voz, já embargada, a preocupou. O que foi, Malu, o que aconteceu? Você está onde? Eu disse: Calma, não aconteceu nada. Só liguei para dizer que te amo. Acho que ela nem acreditou, já que na maioria das vezes só nos ligamos para pedir carona ou esculhambar a outra. Às vezes, dizer eu te amo assim, sem mais nem menos, é mais difícil que entrevista de emprego.

Aceito que amar é abdicação, entrega e doação…

É buscar no colégio, cuidar do enfermo na doença e preparar uma festa bacana para alguém especial. É não dormir enquanto o filho não chega das festas, é preparar um jantar gostoso ou emprestar dinheiro na pindaíba. Se expressa de tantas maneiras, seja no tempo que gastamos com o outro ou nas adversidades alheias que precisamos enfrentar em consideração ao próximo.

Eu entendo que é urgente amar e sei que, na maioria das vezes, assim o fazemos em silêncio – sem levantar bandeiras nem ostentar cartazes. Mas eu venho me enchendo cada vez mais de uma certeza que me acalenta em dias difíceis: é necessário falar sobre o amor que sentimos também.